Restaurante Beira D´Água: Opinião de(a) André Leiras Prujansky

 
A vida em Florianópolis é muito bucólica... o verão é bem agitado, mas depois da temporada tudo volta a tranquilidade. Claro que tem tumulto na cidade, perto do centro, nas universidades, mas se quiser e puder tem como fugir de tudo isso e só ficar deslumbrando essa maravilhosa natureza que tem por aqui.
Nesta linda manhã de sol saí cedo de casa quando todos ainda dormiam e fui passear pela praia do Sambaqui sozinho com meu botões. Parei um pouco em frente a Scuna Porto Cais, a primeira em que trabalhei na adolescência e fiquei relembrando meus tempos de guia turístico .

Depois fui até aonde a estrada termina, estacionei o carro e caminhei um pouco mais até um singelo barraco de pescador com um deque cheio de mesas que ficam junto ao mar.

O Beira d'água bar e restaurante é bem simples mas muito gostoso, comandado por Seu Antônio e sua esposa, pioneiros na criação de ostras em Santa Catarina.

Podería ter ficado no deque com esta vista , mas preferi fica ao lado da cozinha, aprendendo com cada ensinamento que Seu Antônio tinha a benevolência de passar. Nada como comer uma ostra que acabou de sair do mar ao lado desta gente tão especial.

Nas pedras abaixo do restaurante podemos observar as ostras nativas. Menores que as ostras cultivadas do pacífico e com um sabor mais suave. Na minha infância só existia essa ostra, mas felizmente com a vinda das ostras de cultivo a espécie nativa não foi devastada.

A vista é realmente maravilhosa, várias fazendas marinhas de ostras e mariscos ao meio de uma natureza que continua preservada. Aliás, os moluscos bivalves, que possuem duas conchas, são verdadeiros filtros para a água do mar , auxiliando no manejo ambiental e sua qualidade é controlada pela Universidade Federal de Santa Catarina que possui um laboratório poucos metros daqui.

Comi 2 dúzias de ostras sozinho e feliz, curtindo cada uma como se fosse a última.

Seu Antônio me serviu as médias, para ele as melhores. As grandes demais não são as mais admiradas pelos nativos.

Uma dúzia crua (R$ 14,00) e uma dúzia ao bafo (15,00) , sem adição nem de água na panela, apenas as ostras e o calor do fogão. Suculentas, foram cozidas poucos minutos, somente o necessário para abrir a concha.

Mas claro que não podia ir embora sem comer outra iguaria do lugar. O pastél de berbigão (R$ 3,00) estava simplesmente maravilhoso.

Primo pouco conhecido do famoso vôngole, o berbigão tem sua concha de formato diferente e um sabor mais forte e marcante.

Voltei para a casa da minha cunhada feliz e satisfeito... fica a admiração da sabedoria deste povo que faz de Floripa a maravilha que é. Muito obrigado Seu Antônio pela aula de história e maricultura.
Bom para: Ir com amigos, Almoçar, Famílias, Gastar pouco
Ambiente
Comida
Atendimento
Bebida
Custo-benefício
Gostei Comentar Reportar 03/06/2012

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