Dom Restaurante

Endereço: Rua Barão de Capanema, 549 , Jardim Paulista - São Paulo , SP - Brasil - 01411-011

Telefone:

11 3088-07...

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Categoria:

Restaurantes Contemporâneo

  | Rank: 5º de 127

Localizado no jardins, um dos bairros nobres de São Paulo, o Dom une ambiente agradável e luxuoso a comida contemporânea e sofisticada. Recentemente foi considerado pelo S. Pellegrino World\'s 50 Best Restaurants como o 7° melhor restaurante do mundo. 

Preço por pessoa
$$$$ (Mais que R$100)

Primeira opinião
Claudio Kawano
Formas de pagamento
Crédito:
Débito:

cash, credit card, debit card
Horário de funcionamento
Seg.
12h - 15h e 19h - 23:59
Ter.
12h - 15h e 19h - 23:59
Qua.
12h - 15h e 19h - 23:59
Qui.
12h - 15h e 19h - 23:59
Sex.
12h - 15h e 19h - 1h
Sáb.
19h - 1h


Detalhes
  • Acesso para deficientes
  • Ar condicionado
  • Aceita reservas
  • Inaugurado em 1999
  • 50 lugares
  • Estacionamento: R$15,00 com valet


Como chegar
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http://br.kekanto.com/como-chegar/dom-restaurante
Notas específicas:
Ambiente
(13)
Comida
(13)
Atendimento
(13)
Custo-benefício
(11)
Bebida
(11)
Dicas
Otimo restaurante
guilherme
Tudo la tem sabor excelente, e valor salgado.
Maria A.
Faça reserva!!!
Claudio K.
Vale a visita.
Alexandre
Há estacionamento vallet, mas é possível encontrar vagas na rua.
Fernando O.
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Opiniões
O D.O.M. em horário de almoço é um BAU (Business As Usual). Ambiente muito diferente do jantar. Pede-se pelo menu executivo (R$ 85,00).
Quem escolhe pratos avulsos, paga pela fama, por mais primorosas que sejam as combinações do menu.
Prendeu o meu interesse a batata doce com bernaise de chimarrão e sal vulcânico. O contraste de sabores fez valer a experiência.
Poupem a seda. Não há tanto motivo assim para rasgá-la.
Pesquisando os melhores restaurantes, vi que o D.O.M ficou no 4* lugar dentre os 50 melhores restaurantes do mundo! Detalhe, único brasileiro. Decidi então conhecer os pratos do chef Alex Atala, tão famosos!
Chegamos por volta das 22 horas e tivemos que aguardar no bar uma mesa desocupar. Esperamos cerca de 30 minutos.
No bar, pedimos as bebidas e fomos servidos de Mini bruschetas, deliciosas, onde o manjericão predomina.
O ambiente é requintado, com um lustre negro ao centro do salão principal, acima de uma mesa/ aparador redondo.
Um Restaurante bem parecido com o Kaá e com o Bela Sintra, porém, nada me chamou atenção.
A cozinha fica ao fundo, toda de vidro, onde os clientes podem observar o preparo dos alimentos.
Na parte superior, onde tem os toaletes, há duas mesas apenas. Uma para 6 pessoas e outra para 4 pessoas.
O melhor lugar para se sentar, são nas mesinhas do salão principal, redondas, para 4 pessoas.
Sentamos na segunda mesa do lado esquerdo, encostada à parede. O encosto é fofinho, com almofadas soltas laterais para melhor conforto.
Ao sentar, já fiquei incomodada. O espaço entre as mesas é de mais ou menos um palmo ou dois. O tamanho das mesinhas Tb chega a ser desproporcional, inviabilizando e dificultando você conversar com sua cia.
Levar criança nesse restaurante está fora de cogitação.
O cardápio tem poucas opções. De prato principal, por exemplo, são apenas sete opções e nada mais.
Pedi logo o prato principal, pois já estava querendo ir embora no mesmo minuto em que sentamos. Nesse restaurante, nos diálogos das mesas vizinhas, vc é o ouvinte principal e vice-e-versa.
Escolhi o filé alto com purê de queijo brie e coalho. O garçon vem fazendo quase que um malabarismo com o queijo entre duas colheres até o seu prato. Parece até um marshmellow! Esse purê é como um fondue de queijo liguento e enjoativo. A carne é deliciosa. Pedi bem passada e veio ao ponto.Meu noivo pediu o frango com arroz, que na minha opinião, estava muito bom!
Não pedi sobremesa, tampouco café, pois queria sair logo.
Um restaurante que tem tudo para ser romântico, porém não há sequer uma estrutura para que possamos conversar sem que as pessoas escutem.
Pedimos um suco de limão,mas tivemos que pedir para trocar por outro sabor, visto que é batido com o sumo e é amargo demais.
O café é gracioso, vem com quitutes pequeninos de acompanhamento( vi na mesa ao lado), porém não façam jamais o que presenciei! Rsrs A mulher ao lado pegou todos os quitutes e colocou na bolsa! Kkk Aff! # morri
Acabamos fazendo amizade com outro casal da mesa ao lado, marcando outro jantar em outro restaurante , devido as mesas estarem próximas demais. Parece que todos estão juntos!
Esse casal nos disse: esse Restsurante é bom para fazer amizades, pois compartilhamos sempre de todo dialogo das mesas ao lado! Rsrs #fato
Resumindo, não gostei. Paga-se muito para o que oferece.
Vai por mim, é só nome! O Bela Sintra, e o Kaá que tem o mesmo propósito, "dão de 10"!
A média do prato individual é de R$163. Gastamos R$420,00 sem sobremesa e café.
Não recomendo! Discordo totalmente da avaliação. Conheço mais de 300 restaurantes, no Brasil e em mais 13 países e confesso que esse foi um dos poucos que me decepcionaram quanto a expectativa e destaque já adquirido.
Promessa feita, promessa cumprida. Como falei, fui ao D.O.M. conferir de perto as mudanças visuais e culinárias da nave mãe. Primeiro, ao entrar no restô, ao lado da porta está o troféu em forma quadrinho indicando a premiação do 50 Best Restaurants. Chique. Minha primeira impressão foi que pouca coisa mudou, porém olhando com mais calma, não reconheci os dois imensos tigres de pedra que dão as boas vindas, o deslumbrante lustre de cristal black Philippe Starck coroando uma mesa redonda cheia de apetrechos “Atalaianos” como diz a Alexandra Forbes do Boa Vida, os sofás de espaldar alto, a estante dos fundos com monte de souvenirs “Atalaianos” e o mezanino fechado por persianas, que agora tem carão de private room. Com todas essas mudanças, a capacidade reduziu para 50 pessoas. Ou seja, quando eu achei que pouco havia mudado, percebi que estava errada. E acredite, quando você acha que um lugar é elegante, ele sempre pode ficar melhor.

O maitre explicou sobre o novo menu em comemoração aos dez anos do D.O.M.. Fora o menu degustação tradicional e o Reino Vegetal (quase vegan, pois usam ovos e derivados da proteína), agora o cardápio contempla pratos de diversas fases do Atala, até mesmo antes do D.O.M., que acabam por contar um pouco a história do Chef e relembrar antigos sucessos. Ao lado da descrição de cada prato, está a data da criação. O nhoque com rabada de 1999 estava magnífico, beirando a perfeição. O mignon alto com aligot continua imbatível, merecendo todos os adjetivos que eu conheço e também fez presença à mesa, como vocês podem ver na foto. O vinho escolhido foi um Don Melchor 2001, pedida mais que perfeita para brindar à vida! Momentos assim me fazem pulsar e não me deixam esquecer que viver intensamente transborda minha vida de sentido, amor e gratidão. Esse é o meu dom.
A sigla D.O.M. vem do latim Deo Optimo Maximo, que significa: “Deus é ótimo e máximo: ótimo na sabedoria e máximo na bondade”. Na versão de Alata, a palavra “Deo” é substituída por “Domus”, que quer dizer “casa”. Ou seja, D.O.M. é a casa ótima e máxima, e eu, honestamente, JAMAIS ousaria discordar.  
Ahhhh..finalmente fomos conhecer o D.O.M…  o restaurante do Alex Atala,  antes entre os 50 e agora ocupando o décimo oitavo melhor restaurante do mundo. Que ansiedade, não?  Fomos ao restaurante para comemorar uma data super especial. Pra começar, o bom foi que nós não conseguimos fazer uma reserva, pois tentamos fazê-la apenas 1 semana antes. Por essa justa razão, resolvemos encarar na espera de “quem não fez reserva espera na ordem de chegada”. Nada nos iria impedir de comer lá aquela noite. Nos recomendaram chegar às 22:00 e por isso chegamos às 21:00.  Esperamos sentados no bar do salão, nos aproveitando dos drinks já muito excitantes. Eu escolhi o SpicyAppletini, um martini de maçã com geléia de pimenta.. doce, mas forte. Adoro isso. o João ficou na célebre escolha de um drink à base de whisky, gelo, limão e laranja e açúcar. Uma hora depois, chegou a nossa vez. E é claro, fomos de menu degustação. Não sei se eu poderia entrar em tantos detalhes… simplesmente porque não lembro de absolutamente todos os nomes e composições detalhadas dos 12 pratos que degustei aquela noite. Uma coisa que consigo lembrar é do gosto de cada prato que já me ficou gustativamente arquivado. Então vamos lá.. 

Começamos com mini-lulas cozidas a frio com creme de beterraba e algas marinhas e vinagrete de priprioca. Eu não cheguei a ver como se usa (se usa) a máquina de fazer sorvete para cozinhar a lula, pelo que eu havia lido há um tempão sobre essa reportagem que o Alex Atala deu para uma revista. Gostosinhas, só a última lulinha que comi estava meio diferente…hum….Depois, pupunhas laminadas com vieiras e molho de coral (bem clean) seguido de ostra empanada em farinha de brioche gratinada com sagu e tapioca (imagina o trabalho pra fazer isso?).. tinha o sabor acentuado das ovas suavizadas com a ostra cremosa… O quarto prato foi o arroz negro levemente tostado com leite de castanhas e legumes verdes.. crocante, bom, tranquilo. Tudo isso obedecendo a sequência dos sabores mais suaves para gradativamente ir seguindo com sabores mais intensos. =D Gostei bastantão das vieiras com pupunhas.

Depois foi o consommé de cogumelos com ervas da floresta…divino…o caldo tinha muito sabor.. além da charmosa apresentação do prato.
Continuando o nosso passeio, seguiu-se então a raia com mandioca defumada, brócolis e espuma de amendoim..um sabor que antes não imaginava conhecer. Gostosa…. mas nos lembramos da super macia raia que havíamos comido no Rufino´s umas semanas atrás. Ainda desconheço a diferença de sabor entre a raia marinha com a raia de água doce e não sei se foram usadas raias diferentes em cada restaurante.
O próximo prato foi o fettuccine de palmito pupunha à carbonara… simples, mas me parecia enjoativo se tivéssemos pedido como um prato inteiro… e nessa hora eu já estava ficando um pouco cheia.
Depois, chegou a hora da carne.. um prato de filet mignon de javali com shiitake ao molho roti e canjiquinha…. macia e saborosa… o ponto estava ótimo. Esse prato me levou a pensar que eu poderia ter comido algo semelhante em outros restaurantes além deste.

Depois nos trouxeram o famoso aligot, com um jeitinho único de preparo e apresentação. Na foto só parece um totoquinho. Ufaaa…hora da sobremesa…. ravioli de limão recheado com banana (espantoso no bom sentido, tanto no sabor, quanto na aparência), espuma de manga com sorvete de coco…..que suave!!! e..pra finalizar, a melhor e mais bem bolada combinação que achei: pudim de castanhas com sorvete de whisky, rúcula, e chocolate amargo com pimenta, sal e curry. Carácoles, não é que ficou bom mesmo? Em uma lição breve e rude e grosseira, aprendi que combinando cores, combinava o prato. Admito que não saberia dizer qual conceito que Alex pensou para combinar tão bem essa sobremesa.

Tanta criatividade e genialidade tem um custo de RS350,00 por pessoa, sendo que o menu degustação só é servido apenas se todos da mesa forem com a mesma opção. Foi uma noite e tanto.. consegui me sentir cheia até o almoço do dia seguinte. Admito que esperava uma sequência de pratos inventivos que fizessem a comida brincar mais dentro da minha boca; que talvez me surpreendessem mais.. mas acredito na individualidade do gosto, das diferentes preferências.. apesar de tudo, gostamos da experiência.  Ah.. importante também dizer que o atendimento foi dez… o barman, o garçom…. gostamos muito deles. =)
Estive no DOM em uma 3f a noite (~21:00). Tinhamos reservado; não houve espera.

O ambiente é bacana (pé direito alto, móveis de bom gosto, bem decorado, cozinha aparente, limpo, etc), mas não impressionou. Diria que esta dentro da média dos restaurantes mais sofisticados da cidade. O Kaa, por exemplo, tem uma ambiente mais legal ao meu ver.

Fomos muito bem atendidos. Dá para notar que o número de garçons por mesa é acima do normal. Como o local não é muito grande, fica fácil solicitá-los.

Pedimos o menu de 8 pratos para provamos a "experiencia gastronomica"

1) O primeiro prato foi um creme gelado de beterraba, mandarina e priprioca (uma planta aromática e medicinal da Amazônia cujas raízes tem uma fragrância incomum, leve, amadeirada e picante, da familia do junco e do papiro) com lulas cozidas a frio. Era um prato bonito, mas sem muito sabor; não memorável.

2) Pupunha fresca com vieiras e molho de coral. Muito bom; palmito cortado em fatias bem finas (parecia um carpaccio) e o molho estava saboroso.

3) Ostras empanadas com tapioca marinada

4) Arroz levemente tostado com legume s verdes e leite de castanha do Para. O arroz preto estava crocante e o leite de castanha tinha um sabor unico. Experiencia nova com certeza.

5) Consomme de cogumelos com ervas da horta de da floresta. O consomee é uma espécie de sopa clara feita com caldo de carnes, cenoura, cebola, tomates e clara de ovos. As ervas da floresta eram folhas e flores pequenas de diferentes cores e sabores (sim era possível sentir os diferentes gostos; bacana).

6) Trilha com molho roti e com sautee de palmito fresco e cogumelos. Trilha é um peixe (salmonete). Estava delicioso. Foi um dos meus pratos prediletos.

7) Creme de funghi com caldo de vitela. Muito bom; o creme de funghi é servido morno e colocado no prato pelo garçon através de um dispenser de confeitaria (similar a aqueles utilizados para espalhar chantilly sobre bolos).

8) Filet migon de javali ao roti e shitake com canjiquinha. Excelente; foi o meu predileto da série. Pena que a prato é pequeno (2 pedaços do tamanho de um sushi pequeno)

9) Aligot. Uma mistura de queijos (tinha gruyere e outros de que não me lembro o nome) com alho

10) Creme de graviola, gelo moído e água com gás. Bom; uma mistura gostosa de sabores. Vale a pena dar uma misturada para espalhar o gelo e misturar a água com gás.

11) Torta de castanha do Pará com sorvete de whisky, curry, chocolate, sal, rúcula e pimenta. A melhor sobremesa; o chef acertou na combinação de sabores. Em uma bocada, você sente diversos gostos diferentes, muito bom.

A série foi realmente uma experiencia gastronomica. O que me chamou a atenção foi sentir diversos sabores diferentes em uma unica colherada/garfada em muitos dos pratos servidos.

Não fiquei satisfeito com o volume de comida servido (abusei dos pães de queijo e das especiarias do couvert, que são ótimas, sobretudo a espécie de purê com alho) pois as porções eram muito pequenas.

Não tomamos vinho. A conta ficou em R$500/pessoa. Valeu conhecer, mas não estou certo de que seria uma opção frequente.
Adoro os nomes que Alex Atala coloca em seus restuarantes, fora a deliciosa Galinhada que ele prepara.
Quem quiser visitar o D.O.M. (zona oeste de São Paulo), eleito o quarto melhor restaurante do mundo pela "World's 50 Best Restaurants", vai desembolsar ao menos R$ 107: esse é o preço do prato mais barato.

Restaurante D.O.M. é o 4º melhor do mundo
Enquete: Você pagaria R$ 400 pelo menu?

Trata-se do arroz-negro levemente tostado com legumes verdes e leite de castanha-do-pará. O segundo mais barato (R$ 119) é o linguado com farofa de maracujá, vinagrete e arroz-vermelho, uma das receitas mais antigas do chef Alex Atala, que é o proprietário da casa.
Ir ao D.O.M foi uma ótima maneira de fechar o ano de 2010 (um ano muito bom!)

A localização é ótima. Fica nos Jardins, em uma rua sem saída (que segundo um chef que trabalha com o Alex Atala, também será instalada uma padaria no próximo ano – #babadoaindanãopúblico).

O prédio é pequeno, há um salão principal e um mezanino com duas mesas. Tudo muito bem decorado: mistura sofisticação européia, com detalhes e objetos brasileiros – claro, tudo com muito bom gosto.

Logo que chegamos fomos recebidos pelo simpático garçom Cesar (se não me falha a memória) e por um não tão simpático maitre arrogante.

De couvert recebemos pães quentinhos de azeitona, pão de queijo, pasta de alho batida com purê de batata acompanhada de alho caramelizado, coalhada de queijo com azeite de ervas (bem leve) e manteiga aviação. Os pães nos foram servidos incansavelmente, sempre quando o prato de pão ficava vazio.

As escolhas do dia foram (aqui apresentadas conforme minha preferência):
1) Fettuccine de palmito (massa falsa pois apesar de ter o formato de fettuccine, era feita com o palmito), servido com o camarão mais gostos que comi e molho de coral R$124

2) Raia na manteiga de garrafa com tomilho limão (ela tinha uma casquinha fina e douradinha por fora e uma textura macia por dentro com sabor refrescante por conta do tomilho limão), com mandioquinha defumada (puxada na manteiga de garrafa), brócolis e espuma de amendoim R$114

3) Filet alto com aligot R$118 – Como não gosto de carne mal passada, pedi para que abrissem a carne e trouxessem ela no ponto. Ela era extremamente macia, tinha um molho de carne bem reduzido, agridoce e caramelizado que lembrava um molho roti (talvez pela referência de ossobuco que consegui sentir). O Aligot estava sublime e é finalizado na frente dos clientes.

4) E por último, pedimos um Confit de pato, com vinho madeira com purê de cará que tinha uma textura “soft” e bem leve. R$118

Também provamos algumas sobremesas a seguir – que também apresentarei conforme minha preferência:

1) Ravióli de limão recheado com banana, com calda de priprioca servido com pudim de leite R$20 – uma sobremesa linda, delicada e que tinha um sabor fantástico. O ravióli de limão tinha textura gelatinosa que derretia na boca, era bem refrescante e tinha a acidez do limão que duelava com a banana, quando a película do ravióli começava a se dissolver na boca. O pudim de leite, tinha consistência firme (ao ponto de ficar no formato de pudim), mas textura macia e lisa, que lembrava creme bruléé

2) Espuma de manga, maracujá e baunilha, com sorvete de coco e cristais de gengibre R$19, refrescante, doce na medida certa com a combinação perfeita entre os ingredientes.

3) Pirâmide de chocolate ao creme de tamarindo R$23. A pirâmide era deliciosa, feita com chocolate meio amargo e recheada com um leve mousse e algo que parecia croutons. Só o creme de tamarindo que não gostei, pois me pareceu amargo e azedo de mais para meu paladar.

4) Torta de castanhas do Pará com sorvete de whisky, curry, chocolate, sal, rúcula e pimenta R$24 – lendo assim a combinação pode ser estranha... e era, risos. Na verdade a rúcula era mais parte da decoração e não influenciava o sabor.

5) Bolo cremoso de fubá e frescal, com sorvete de leite queimado R$23 – que trazia bolo comum com um sorvete com forte gosto de leite queimado, mas era tão forte que beirava o desagradável.

Paramos por aí, no que diz respeito a comidas – mas não nos contentamos com a comida e pedimos para ver o chef Alex Atala.

O garçom disse que ele estava no Dalva e Dito (outro restaurante do Atala, que fica na rua ao lado), mas disse tentaria chama-lo.

Achamos que ele não viria e quando estávamos fechando a conta, fomos surpreendidos pela sua presença, sua simplicidade e sua enorme simpatia. Ele nos levou na cozinha, nos apresentou seu espaço de trabalho e ainda tirou fotos conosco. Jamais imaginei alguém tão atencioso.

E foi aí que caiu a ficha. Estar entre os 20 melhores do mundo não é só ter uma boa comida. Ser o melhor da América latina resulta da combinação de um lugar bom para visitar, em que as pessoas se sintam bem, que possam apreciar uma comida deliciosa, com apresentação impecável, com atendimento primoroso e tudo “abraçado” por um chef incrívelmente simples e atencioso.
Depois de tanta pompa e circunstância que fizeram do D.O.M. o 7º melhor restaurante do mundo segundo a revista inglesa Restaurant, eu tinha que tomar coragem de ir conhecer a casa. Sim, é caro. Mas vale a experiência.
São vários os detalhes que criam a atmosfera perfeita para degustar uma refeição construída cuidadosamente para todos os sentidos. A começar pelo couvert, com pães tão simples quanto inesquecíveis da em breve padaria Em nome do pão, vizinha do DOM.
O pão de queijo, pão de leite com parmesão e pão de campanha chegam à mesa com manteiga aviação servida na lata, purê de batata com alho caramelizado e coalhada temperada.
Optei pelo menu Reino Vegetal, que contém clássicos vegetarianos da casa. Já o namorido optou pelo menu D.O.M. Degustação de 4 pratos – a casa oferece ainda o de 8. Os dois ganharam um amuse buche que no dia foi composto de aipim folhado sobre catupiry e lágrima de vinho do porto reduzido, servido com espumante com licor de jabuticaba. O aipim macio no interior e crocante nas pontas é indescritível.
O meu menu começou com o gel de tomates verdes salpicado com ervas e flores num clima floresta. O gel tem um sabor intenso de tomates, que a cada garfada ganha a companhia de um presente sabor da erva ou flor em questão. O namorido ganhou um tabule de chibé, tipo um cuzcuz de um tipo de trigo, com camarão e mini lulas.
Depois foi a vez de um arroz negro crocante, servido com delicados mini legumes verdes e leite de castanha do Pará. Um dos preferidos da noite, o leite levemente adocicado com o arroz salgadinho foram feitos um para o outro. Na mesma hora o marido ganhou um dos pratos que ele preferiu: ostra empanada em farinha de brioche com tapioca marinada e caviar.
O meu fetuccine de palmito pupunha salteado na manteiga com sálvia, parmesão, abobrinha caipira e farofa de pipoca estava gostoso e interessante, confesso que a abobrinha fininha e com sabor ligeiramente adocicado para mim foi o ponto alto do prato. Acompanhou a arraia feita na manteiga de garrafa, tomilho e limão, com mandioquinha defumada, brócolis e espuma de amendoim do namorido, que nunca tinha comido arraia e passou a gostar.
Depois tive direito a um champignon Paris cru e gratinado, com mandioquinha defumada e alho negro. A mandioquinha o alho para mim desbancam o champignon, que serviu apenas de acompanhamento aos outros sabores. O namarido comeu creme de funghi servido na mesa com sifão e caldo de vitela. O prato tinha ainda um arroz selvagem crocante para deixar a textura mais interessante.
Para terminar, veio a batata doce com bernaise de chimarrão e sal vulcânico. Achei a idéia interessante mas foi o que menos empolgou. A batata estava um pouco ressecada e o chimarrão fez um acompanhamento por demais amargo para o meu paladar. Costelinha ao Malbec com mandioca Braz completou o outro menu com chave de ouro, a costelinha desmanchando como tem que ser.
Ao invés do clássico carrinho de queijo dos restaurantes de alta gastronomia, Alex propõe um aligot como colação para a sobremesa. O purê de batata é misturado com queijo de minas e gruyere até virar uma massa com consistência sedosa e elástica, para ser comida em pequenos pedaços a partir da porção que você ganha no prato à sua frente.
De sobremesa, ganhei um raviole de limão com recheio de banana ouro e caramelo de priprioca. Interessante, o raviole é realmente uma experiência que eu diria até encobre a presença da gostosinha priprioca no caramelo. Ele ganhou torta de castanha do Pará com sorvete de whiskey, curry, chocolate, sal, rúcula e pimenta, numa mistura doce com salgado em que o melhor, para mim, foi o sorvete alcólico.
A conclusão? A casa de Alex trata ingredientes brasileiros com técnica francesa de maneira a trazer a nobreza e ressaltar o sabor de cada um, transformando-os em obras de arte. Dos sabores inusitados às apresentações minuciosas, passando por uma execução primorosa, os pratos apresentados contam uma história que não tem como objetivo fazer você sair de lá apenas com a barriga cheia. Você sai de lá pensando em como tem ainda muita coisa a ser feita em um país tão rico em ingredientes.
Mas o melhor da casa de Atala são os pequenos detalhes de saudosismo brasileiro. Em diversos momentos, o chef dá um toque de brasilidade cotidiana, seja através de toalhas de linho que lembram as da vovó, da manteiga na lata, do queijo catupiry há muito renegado, do dadinho de amendoim servido no café. E faz você sorrir com um pouquinho de cumplicidade nostálgica.
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