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Laura Goldmeier
Em um sábado, chegue cedo pois algumas linguiças acabam.
Laura G.
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Apesar de sua pequenez, é impossível cruzar pela Gijo sem percebê-la, mesmo para um desavisado, pois logo damos com a imagem reluzente de diversas linguiças penduradas sobre o balcão. Quando cheguei ao local meus olhos brilharam. Um pequeno mundo de maravilhas. São mais de vinte tipos diferentes de embutidos! Teria a ingrata missão de ter de escolher no máximo dois, afinal não acho que a Silvia iria gostar de me ver chegando ao hotel com um esquadrão de linguiças.

A produção é toda artesanal e vigiada de perto pelo dono, Luiz Trozzi, ou como os clientes preferem se referir, Gijo. Infelizmente ele não estava presente em minha passagem por lá. Seu neto, também Luiz, tocava os trabalhos, atendendo ao telefone e embalando os pedidos de um freguês ao meu lado. Eu não tinha a menor idéia do que responder quando ele me perguntasse à clássica questão: O que o senhor deseja? Tudo! Eu gostaria de ter lhe dito estas palavras e vê-lo empacotar os montes de tripas recheadas com a arte daqueles descendentes de italianos do Bixiga.

Por onde se olha vê-se linguiças (é claro), mas também muitas fotos, alguns santos, recortes de reportagens sobre a casa e referências a história do Gijo e de seu dono, o Gijo. Luiz Trozzi herdou o pequeno negócio – e o saber fazer dos embutidos – do seu pai nos anos 40. Começou com três sabores de linguiça e aos poucos expandiu o cardápio.

Hoje a pequena loja é uma referência na produção artesanal do produto, com uma legião de fãs, muitos deles fiéis a opinião de que se trata das melhores linguiças do mundo. Ainda não conheço todos os embutidos do mundo (estou lentamente no caminho, mas acho que morro antes. Que pena), mas posso dizer que por ali se comercializa exemplares de respeito.

Os produtos deixaram de ser fabricados na própria loja há algum tempo, mas até hoje o Gijo supervisiona todo o processo de produção de seus fornecedores. São vendidos por volta de uma tonelada de embutido por mês, inclusive para quatro diferentes países, além do Rio de Janeiro.
 
Depois de uma semana intensa de trabalho e 14 horas de sono para me recuperar dela, acordei com saudade das coisas que eu ainda não vi. Desde que decidi me mudar de vez de São Paulo, o que deve ocorrer nas próximas semanas, me bateu uma certa tristeza de saber que nem com muito empenho conseguiria conhecer todos os seus cantinhos gastronômicos.
Isso me motivou a ir conhecer um lugar que sempre quis: o Gijo. Gijo é um descendente de italianos que há mais de 62 anos produz, segundo o próprio, as melhores linguiças e embutidos italianos do mundo.
Eu não acredito muito nessa coisa de melhor – tem muito mundo por aí para se ver – mas os produtos de Gijo merecem atenção. São fresquíssimas lingüiças feitas com os melhores ingredientes, e embutidos cuidadosamente estudados por anos a partir de receitas de sua família italiana.
As lingüiças do local são conhecidas da mídia desde pelo menos a década de 70, ao e entrar na excêntrica lojinha você é imediatamente convidado para uma viagem através da história de Gijo. Com consultoria do próprio, até hoje atrás do balcão, você pode escolher opções como a Fiorentina. Procurava algo com menos pimenta e sem nenhum alho e ela parecia bastante boa no balcão da casa.
Balcão esse que ainda oferecia a Marguerita, com tomates secos e gordos pedaços de muçarela de búfala.
Ao ar livre, secando acima do balcão, uma lingüiça pré-cozida e suave, que você só precisa cortar fatias e comer do jeito que ela é. Até agora estou com vontade de comer mais um pedaço.
Para complementar, levei para casa um pedaço de pancetta artesanal. Ainda não sei o que fazer com ela, mas estava tão bonita que tive que levar um pedaço comigo.
No final, você sai de lá feliz e com a certeza de que fez uma boa compra. Mesmo que não saiba ainda como ou quando vai prepará-las, uma boa refeição sempre começa com bons ingredientes.
Gijo
Dica: Em um sábado, chegue cedo pois algumas linguiças acabam.
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Linguiças caseiras, caras e deliciosas. Tudo preparado pela família. Vale muito a pena. A Sardela e a Alichela tb são imperdiveis.
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Lugar pitoresco pelas fotos e lingüiças espalhadas aos olhos dos clientes, o próprio Gijo é quem oferece as provas das lingüiças regada a muita história e conversa de primeira. Recomendo a lingüiça que leva champagne, nessa época de festas natalinas não tem entradinha melhor, sem contar a de tomate seco que é uma delicia tb!!!
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Atendimento nota 10! Tudo muito gostoso e diferente, com receitas artesanais. Por se tratar de produtos diferenciados e de qualidade, o preço costuma ser mais caro, mas vale muito a pena, além de ouvir os contos do Sr. Gijo e ainda ganhar uma foto autografada.

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