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Então fomos direto, a pé, para o Bar Bracarense, na Rua José Linhares 85, no Leblon.
Bar muito bom, sem frescura, servem o freguês na mesa, na mesinha, em pé, correndo todos os riscos de levar canos. Não tem fila de espera e você tem que se virar para ocupar a mesa quando ela vagar. Só me lembro muito vagamente que os chopes e os tira-gostos (um deles era carne desfiada) estavam ótimos; mais não posso dizer.
Bar muito bom, sem frescura, servem o freguês na mesa, na mesinha, em pé, correndo todos os riscos de levar canos. Não tem fila de espera e você tem que se virar para ocupar a mesa quando ela vagar. Só me lembro muito vagamente que os chopes e os tira-gostos (um deles era carne desfiada) estavam ótimos; mais não posso dizer.
Dica: Um dos clássicos botecos do Rio
Bom para: Ir com amigos
Ambiente
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Público
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Eleito duas vezes o melhor bar do Brasil pelo jornal The New York Times, e apontado em quatro ocasiões como o melhor do Rio de Janeiro pela prefeitura local, o Bracarense é um orgulho para os cariocas.
Localizado no charmoso bairro do Leblon, o bar ficou conhecido por seus deliciosos bolinhos, pela sua empadinha de camarão, pelo chope gelado e por seus freqüentadores famosos, como Chico Buarque e o pessoal do Pasquim.
Do minuto em que pisei no Braca até o momento em que paguei a conta, passei por intensas sensações.
A decepção bateu logo na entrada, ao experimentar o outrora sublime bolinho de aipim com camarão e Catupiry (R$3 a unidade), que já não é mais o mesmo. A receita original foi levada pelo garçom Chico e pela cozinheira Alaíde para o bar que abriram a alguns metros dali e que leva o nome deles. Hoje só restou uma massa um pouco grossa e pesada. Ainda assim, é um bolinho acima da média, mas é apenas sombra do que já foi.
O bolinho de bacalhau (R$3 a unidade) continua muito bom e faz par perfeito com o leve e gelado chope Brahma, a R$4,25 o copo com 300ml.
Sempre cheio, e lotado nos finais de semana, o Bracarense é um boteco de alma carioca, barulhento e caótico, com pessoas espalhadas pelas mesas nas calçadas e pelos banquinhos altos no balcão. Isso sem contar os inúmeros clientes que ficam em pé na rua ou dentro do bar. E nada de tulipa especial para o chope, que vem em um copo longo e de espessura fina.
Além dos famosos bolinhos, o cardápio oferece a clássica empada de camarão (R$3,20 a unidade), que me fez recordar com emoção as primeiras vezes em que estive em tão sagrado solo.
Recheada com camarões médios em meio a um denso creme e a uma azeitona preta, a empada, tão copiada Brasil afora, continua imbatível. Ela sai da cozinha em pequenas fôrmas individuais de alumínio e deve ser apreciada com uma colherzinha.
Como os salgados ficam na estufa, a dica é pedir para o garçom avisar quando saírem novas fornadas. Assim, os bolinhos e empadinhas poderão ser degustados em seu auge.
Perdi todo o receio de que o Bracarense não fosse o mesmo dos velhos tempos quando coloquei na boca o delicioso e suculento pernil. Macio, tenro e muito bem temperado, este nobre corte do porco é servido tanto em porções como em sanduíches. É um dos petiscos mais vendidos do bar.
Mas a felicidade plena só foi alcançada ao experimentar o curioso bolinho de feijoada (R$3,20 a unidade). A casquinha crocante e sequinha de fubá tem como recheio uma temperada pasta de feijão preto, bons pedaços de bacon e couve. É uma verdadeira feijoada frita. Uma maravilha!
Quem quiser cerveja não vai encontrar no Bracarense, e quem tiver a petulância de não pedir um chope pode relaxar, pois a caipivodka de maracujá do local (R$11,50) sai às centenas durante todo o dia.
O caos organizado, a falta de espaço e as paredes repletas de quadros com diplomas e premiações não deixam de ser um charme à parte deste, que é o mais famoso bar do Rio.
O Bracarense não possui franquias ou filias, e não aceita cartões de crédito. Cheques e cartões de débito Visa são aceitos. Os 10%, referentes ao serviço de garçom, são cobrados, apesar do cardápio afirmar o contrário.
Funciona de segunda a sexta, de 8h a 0h, e aos sábados e feriados, de 9h:30 a 0h. Aos domingos atende das 10h às 22h.
No caminho entre a decepção e a emoção estavam algumas horas, boas conversas, empadinhas de camarão e um curioso bolinho. Quanto ao chope, só ele já vale a visita.
Definitivamente, eu poderia morar no Bracarense.
*Preços referentes à data de 7de junho de 2011, quando esta matéria foi postada no blog "Baixa Gastronomia por Nenel"
Localizado no charmoso bairro do Leblon, o bar ficou conhecido por seus deliciosos bolinhos, pela sua empadinha de camarão, pelo chope gelado e por seus freqüentadores famosos, como Chico Buarque e o pessoal do Pasquim.
Do minuto em que pisei no Braca até o momento em que paguei a conta, passei por intensas sensações.
A decepção bateu logo na entrada, ao experimentar o outrora sublime bolinho de aipim com camarão e Catupiry (R$3 a unidade), que já não é mais o mesmo. A receita original foi levada pelo garçom Chico e pela cozinheira Alaíde para o bar que abriram a alguns metros dali e que leva o nome deles. Hoje só restou uma massa um pouco grossa e pesada. Ainda assim, é um bolinho acima da média, mas é apenas sombra do que já foi.
O bolinho de bacalhau (R$3 a unidade) continua muito bom e faz par perfeito com o leve e gelado chope Brahma, a R$4,25 o copo com 300ml.
Sempre cheio, e lotado nos finais de semana, o Bracarense é um boteco de alma carioca, barulhento e caótico, com pessoas espalhadas pelas mesas nas calçadas e pelos banquinhos altos no balcão. Isso sem contar os inúmeros clientes que ficam em pé na rua ou dentro do bar. E nada de tulipa especial para o chope, que vem em um copo longo e de espessura fina.
Além dos famosos bolinhos, o cardápio oferece a clássica empada de camarão (R$3,20 a unidade), que me fez recordar com emoção as primeiras vezes em que estive em tão sagrado solo.
Recheada com camarões médios em meio a um denso creme e a uma azeitona preta, a empada, tão copiada Brasil afora, continua imbatível. Ela sai da cozinha em pequenas fôrmas individuais de alumínio e deve ser apreciada com uma colherzinha.
Como os salgados ficam na estufa, a dica é pedir para o garçom avisar quando saírem novas fornadas. Assim, os bolinhos e empadinhas poderão ser degustados em seu auge.
Perdi todo o receio de que o Bracarense não fosse o mesmo dos velhos tempos quando coloquei na boca o delicioso e suculento pernil. Macio, tenro e muito bem temperado, este nobre corte do porco é servido tanto em porções como em sanduíches. É um dos petiscos mais vendidos do bar.
Mas a felicidade plena só foi alcançada ao experimentar o curioso bolinho de feijoada (R$3,20 a unidade). A casquinha crocante e sequinha de fubá tem como recheio uma temperada pasta de feijão preto, bons pedaços de bacon e couve. É uma verdadeira feijoada frita. Uma maravilha!
Quem quiser cerveja não vai encontrar no Bracarense, e quem tiver a petulância de não pedir um chope pode relaxar, pois a caipivodka de maracujá do local (R$11,50) sai às centenas durante todo o dia.
O caos organizado, a falta de espaço e as paredes repletas de quadros com diplomas e premiações não deixam de ser um charme à parte deste, que é o mais famoso bar do Rio.
O Bracarense não possui franquias ou filias, e não aceita cartões de crédito. Cheques e cartões de débito Visa são aceitos. Os 10%, referentes ao serviço de garçom, são cobrados, apesar do cardápio afirmar o contrário.
Funciona de segunda a sexta, de 8h a 0h, e aos sábados e feriados, de 9h:30 a 0h. Aos domingos atende das 10h às 22h.
No caminho entre a decepção e a emoção estavam algumas horas, boas conversas, empadinhas de camarão e um curioso bolinho. Quanto ao chope, só ele já vale a visita.
Definitivamente, eu poderia morar no Bracarense.
*Preços referentes à data de 7de junho de 2011, quando esta matéria foi postada no blog "Baixa Gastronomia por Nenel"
Dica: Experimente os famosos bolinhos da casa acompanhados de chope
O Bracarense, ou Braca para os íntimos, é um dos mais tradicionais botecos da Cidade Maravilhosa. Situado no peculiar bairro do Leblon, sua fama atrai pessoas de todas as partes da cidade e do Brasil, o que torna disputadíssimos os seus poucos metros quadrados.
Por lá nada de hostess ou fila de espera, mas tão somente os garçons cumprindo tudo quanto é papel. Portanto, para conseguir o seu lugar ao sol, trate de conquistar a simpatia de algum deles, pois do contrário tomará chopp de pé por horas e horas.
O dia e horário em que lá estávamos coincidiu com a troca dos barris de chopp por empregados da Ambev, cujo descarregamento do caminhão foi responsável por verdadeiro alvoroço no local, tendo aumentado ainda mais o barulho característico do bar. São cerca de 50 tonéis consumidos por semana, o que definitivamente não é pouca coisa. Dois destes são do chopp Brahma Black, que por sinal aguardava recarregamento para que voltasse a ser servido.
Apesar da enorme fama do chopp do Bracarense, devo dizer que não vi nada de espetacular no mesmo, pelo qual se paga não mais do que R$ 4,30 pelo copo (isso mesmo, nem tulipa nem caldereta, mas copo) de 300ml. Também não me agradou tanto a empada de camarão, pela qual criei enorme expectativa, e na minha avaliação não passa de razoável. Por certo a receita da "era Alaíde" se destacaria mais.
Críticas feitas, entremos agora na parte boa. Falo do bolinho de bacalhau do Bracarense, que é simplesmente o melhor que já comi na minha vida. De tempero ímpar e demonstrando equilíbrio entre o bacalhau e a batata, é ainda muito bem frito, o que lhe torna um quitute no mínimo primoroso. E é por este salgadinho que voltarei outras vezes ao Braca, que julgo constituir verdadeira instituição carioca.
Por lá nada de hostess ou fila de espera, mas tão somente os garçons cumprindo tudo quanto é papel. Portanto, para conseguir o seu lugar ao sol, trate de conquistar a simpatia de algum deles, pois do contrário tomará chopp de pé por horas e horas.
O dia e horário em que lá estávamos coincidiu com a troca dos barris de chopp por empregados da Ambev, cujo descarregamento do caminhão foi responsável por verdadeiro alvoroço no local, tendo aumentado ainda mais o barulho característico do bar. São cerca de 50 tonéis consumidos por semana, o que definitivamente não é pouca coisa. Dois destes são do chopp Brahma Black, que por sinal aguardava recarregamento para que voltasse a ser servido.
Apesar da enorme fama do chopp do Bracarense, devo dizer que não vi nada de espetacular no mesmo, pelo qual se paga não mais do que R$ 4,30 pelo copo (isso mesmo, nem tulipa nem caldereta, mas copo) de 300ml. Também não me agradou tanto a empada de camarão, pela qual criei enorme expectativa, e na minha avaliação não passa de razoável. Por certo a receita da "era Alaíde" se destacaria mais.
Críticas feitas, entremos agora na parte boa. Falo do bolinho de bacalhau do Bracarense, que é simplesmente o melhor que já comi na minha vida. De tempero ímpar e demonstrando equilíbrio entre o bacalhau e a batata, é ainda muito bem frito, o que lhe torna um quitute no mínimo primoroso. E é por este salgadinho que voltarei outras vezes ao Braca, que julgo constituir verdadeira instituição carioca.
Dica: Peça o bolinho de bacalhau, que é excelente.
Bom para: Ir com amigos, Happy hour, Paquerar
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A cultura de buteco é tão carioca quanto o samba. Tão carioca, mas tão carioca, que seja qual for a hora do dia ou da noite, seu buteco favorito já terá gente de pé na calçada, provavelmente com areia nas canelas e água do mar na bermuda. É por isso que a cariocada tá sempre sorrindo. Nada como ir ao buteco do coração depois de um banho de mar.Pior que esse lance de “buteco do coração” é levado super a sério. Assim como malandro é Mengão, Vascão, Tricolor ou Fogão, ele também é Jobi, Braca, Chico, Belmonte e etc. Mas nós, que não temos a sorte de morar numa cidade maravilhosa como essa não precisamos nos envolver e podemos curtir todos, com a mesma intensidade!
A coisa que eu mais gosto no Rio é justamente isso, de poder chegar, sentar num buteco pré-selecionado, pedir um chopp falando chiado, seguir o chiado mas agora puxando um papo sobre futebol… tudo isso só pra poder, pelo menos por uns minutinhos, me sentir um carioca da gema.E ó, posso falar? Desato falando carioquês e neguinho não me ganha não, valeu?! Mando benzaço. Só não me peçam pra escolher um buteco do coração. Aí em fico em cima do muro.
Por isso que não nos acanhamos e fomos visitar o Bracarense, um buteco no Rio que é praticamente uma experiência antropológica, tamanha a sua importância na disseminação da cultura de buteco.A Rê e eu estávamos como Cristo manda: água do mar, bermuda úmida, areia nas canelas, pele ardida, fome e sede. Até pensamos em sentar no balcão, o famoso pára-raio de malucos, mas como o carioquês da Rê não tá tão afiado quanto o meu, resolvemos não arriscar e sentamos numa mesinha mesmo.Salta dois bolinhos de aipim com camarão e catupiry no capricho.
E vê também o azeitezinho de oliva esperto por favor, parceiro! Esse bolinho de camarão com catupiry é bem polêmico, porque quando o Chico e a Alaíde saíram daqui para abrir uma nova casa, essa receita foi junto.Nós, como não conhecíamos o Braca nessa época não podemos falar muito. Mas adoramos, estava realmente bem feitinho. Serviu pra abrir alas para mais dois bolinhos. Dessa vez, de bacalhau. Amigão, consegue aí por gentileza aquela pimentinha esperta?! Valeuzão.Os de bacalhau ganharam dos de camarão com catupiry. Pelo menos aqui no Braca (já que, até então, ainda não tinhamos ido ao Chico & Alaíde).
E pra não dizer que ficamos somente nos bolinhos, também mandamos ver umas empadinhas. À começar por uma de camarão, nota dez.Mas manja aquele maluco tarado por empada, que não pode ver uma que já quer a segunda? Prazer, Diogo. Por melhor que estivesse essa de camarão, a curiosidade de provar a de frango era incontrolável. Posso falar? Graças a Deus que não consigo controlar alguns impulsos, porque essa empadinha de frango tava um negócio.
Em seguida, começamos a discutir como é que faríamos para ter fome logo mais à noite. Sim, porque esse foi um late happy hour depois de pegar praia até altas horas. Então faz o seguinte, manda mais dois chopps bem tirados, que além de ajudar a descer tudo isso, ainda nos dá um pouco mais de tempo pra pensar nesse “problema”.Aos 32 reais de jogo, encerramos essa partida. Agora, vamos dar uma caminhada um pouco maior até o hotel, porque talvez dê fome e não prejudique tanto assim nosso compromisso pro jantar. Sede eu sei que vai dar, mas a idéia é despertar a fome mesmo.
A coisa que eu mais gosto no Rio é justamente isso, de poder chegar, sentar num buteco pré-selecionado, pedir um chopp falando chiado, seguir o chiado mas agora puxando um papo sobre futebol… tudo isso só pra poder, pelo menos por uns minutinhos, me sentir um carioca da gema.E ó, posso falar? Desato falando carioquês e neguinho não me ganha não, valeu?! Mando benzaço. Só não me peçam pra escolher um buteco do coração. Aí em fico em cima do muro.
Por isso que não nos acanhamos e fomos visitar o Bracarense, um buteco no Rio que é praticamente uma experiência antropológica, tamanha a sua importância na disseminação da cultura de buteco.A Rê e eu estávamos como Cristo manda: água do mar, bermuda úmida, areia nas canelas, pele ardida, fome e sede. Até pensamos em sentar no balcão, o famoso pára-raio de malucos, mas como o carioquês da Rê não tá tão afiado quanto o meu, resolvemos não arriscar e sentamos numa mesinha mesmo.Salta dois bolinhos de aipim com camarão e catupiry no capricho.
E vê também o azeitezinho de oliva esperto por favor, parceiro! Esse bolinho de camarão com catupiry é bem polêmico, porque quando o Chico e a Alaíde saíram daqui para abrir uma nova casa, essa receita foi junto.Nós, como não conhecíamos o Braca nessa época não podemos falar muito. Mas adoramos, estava realmente bem feitinho. Serviu pra abrir alas para mais dois bolinhos. Dessa vez, de bacalhau. Amigão, consegue aí por gentileza aquela pimentinha esperta?! Valeuzão.Os de bacalhau ganharam dos de camarão com catupiry. Pelo menos aqui no Braca (já que, até então, ainda não tinhamos ido ao Chico & Alaíde).
E pra não dizer que ficamos somente nos bolinhos, também mandamos ver umas empadinhas. À começar por uma de camarão, nota dez.Mas manja aquele maluco tarado por empada, que não pode ver uma que já quer a segunda? Prazer, Diogo. Por melhor que estivesse essa de camarão, a curiosidade de provar a de frango era incontrolável. Posso falar? Graças a Deus que não consigo controlar alguns impulsos, porque essa empadinha de frango tava um negócio.
Em seguida, começamos a discutir como é que faríamos para ter fome logo mais à noite. Sim, porque esse foi um late happy hour depois de pegar praia até altas horas. Então faz o seguinte, manda mais dois chopps bem tirados, que além de ajudar a descer tudo isso, ainda nos dá um pouco mais de tempo pra pensar nesse “problema”.Aos 32 reais de jogo, encerramos essa partida. Agora, vamos dar uma caminhada um pouco maior até o hotel, porque talvez dê fome e não prejudique tanto assim nosso compromisso pro jantar. Sede eu sei que vai dar, mas a idéia é despertar a fome mesmo.
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Leblon na pressão
O bairro do Leblon, onde a vida é uma novela das oito, abriga alguns dos mais tradicionais botecos do Rio, que os paulistas reproduziram bem, embora os originais preservem iguarias que valem cada centavo da viagem.
Lá você se depara com o Bracarense (o ‘Braca’) e sua delícia de camarão, uma empadinha que tem dois camarões entrelaçados no topo e vem recheada com camarões-rosa e catupiry. Peça uma, tenha paciência se demorar porque eles assam a delícia na hora, dê uma mordida, vire na direção do Cristo Redentor, agradeça aos céus e peça mais uma. Já chope do Braca – aguado, muito gasoso e servido em copo de suco – não estava a altura das delícias do balcão.
Esta é a segunda vez que faço um tour por alguns botecos do Rio – e todos servem chope Brahma (vire-se novamente na direção do Cristo…) – e percebo que o conceito de chope dos paulistas difere nos quesitos harmonia e colarinho. Os amigos cariocas explicam que chope com colarinho acima de um dedo é considerado desperdício. Quer espuma meu camarada? Então peça “na pressão” sempre.
No clássico bar e restaurante Jobi, a pressão funcionou muito bem. Aliás, o Jobi tem uma das cozinhas de boteco mais extensas e competentes que conheço. Do balcão deste lotado boteco no estilo alemão saem tanto excelentes patinhas de caranguejo à milanesa como um sanbuba de filé com queijo no pão francês, que derrete na boca. Jobi Jobá!
Dica de outras viagens ao Rio, o Boteco Belmonte, faz uma senhora empadinha aberta de catupiry e carne seca. O chope (na pressão… rs) é ótimo. E os caras do Belmonte Leblon até criaram um serviço de van para carregar os botequeiros, da Barra da Tijuca ao Leme. Devia virar lei.
Como a maiora dos botecos e restaurantes cariocas fecham cedo, o point da madrugada é a Pizzaria Guanabara – a do Leblon, recomendam os locais e brothers na ponte aérea como Laham. Até 7 da manhã é possível tomar um bom chopinho. A pizza ficou para a próxima viagem.
(Post publicado originalmente no blog Braun Café em 21 de agosto de 2006)
O bairro do Leblon, onde a vida é uma novela das oito, abriga alguns dos mais tradicionais botecos do Rio, que os paulistas reproduziram bem, embora os originais preservem iguarias que valem cada centavo da viagem.
Lá você se depara com o Bracarense (o ‘Braca’) e sua delícia de camarão, uma empadinha que tem dois camarões entrelaçados no topo e vem recheada com camarões-rosa e catupiry. Peça uma, tenha paciência se demorar porque eles assam a delícia na hora, dê uma mordida, vire na direção do Cristo Redentor, agradeça aos céus e peça mais uma. Já chope do Braca – aguado, muito gasoso e servido em copo de suco – não estava a altura das delícias do balcão.
Esta é a segunda vez que faço um tour por alguns botecos do Rio – e todos servem chope Brahma (vire-se novamente na direção do Cristo…) – e percebo que o conceito de chope dos paulistas difere nos quesitos harmonia e colarinho. Os amigos cariocas explicam que chope com colarinho acima de um dedo é considerado desperdício. Quer espuma meu camarada? Então peça “na pressão” sempre.
No clássico bar e restaurante Jobi, a pressão funcionou muito bem. Aliás, o Jobi tem uma das cozinhas de boteco mais extensas e competentes que conheço. Do balcão deste lotado boteco no estilo alemão saem tanto excelentes patinhas de caranguejo à milanesa como um sanbuba de filé com queijo no pão francês, que derrete na boca. Jobi Jobá!
Dica de outras viagens ao Rio, o Boteco Belmonte, faz uma senhora empadinha aberta de catupiry e carne seca. O chope (na pressão… rs) é ótimo. E os caras do Belmonte Leblon até criaram um serviço de van para carregar os botequeiros, da Barra da Tijuca ao Leme. Devia virar lei.
Como a maiora dos botecos e restaurantes cariocas fecham cedo, o point da madrugada é a Pizzaria Guanabara – a do Leblon, recomendam os locais e brothers na ponte aérea como Laham. Até 7 da manhã é possível tomar um bom chopinho. A pizza ficou para a próxima viagem.
(Post publicado originalmente no blog Braun Café em 21 de agosto de 2006)
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Sempre tive vontade de conhecer um autentico boteco carioca...estive no Rio..e desde o primeiro momento procurei saber onde ficava o tal Bracarense...
E valeu a pena...que delicia de chopp e de acepipes diferenciados, os cariocas é que sabem viver...pois com um endereço daquele..e sei que tem outros também...fica tudo mais gostoso
O Blogostoso recomenda em sua viagem ao Rio o Bracarense é pedida certa
E valeu a pena...que delicia de chopp e de acepipes diferenciados, os cariocas é que sabem viver...pois com um endereço daquele..e sei que tem outros também...fica tudo mais gostoso
O Blogostoso recomenda em sua viagem ao Rio o Bracarense é pedida certa
Dica: chopp e empadinhas
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06/06/2011
Vânia M. gostou
Vânia M.G.:
Olá Pedro Paulo, nao tenha dúvida que vamos curtir quando formos para o Rio....Valeu a dica do Blogostoso
Deu no New York Times Magazine: o Bracarense é um dos botequins prediletos dos cariocas. Para quem gosta do assunto e vive por aqui, a notícia não chega a ser novidade. O Braca, para os íntimos, garantiu a reeleição de melhor boteco da cidade segundo um jurí ferrenho!
Como o Braca não comporta sua legião de fãs, o jeito foi espalhar mesas e cadeiras na calçada, coberta por um toldo providencial.
Como o Braca não comporta sua legião de fãs, o jeito foi espalhar mesas e cadeiras na calçada, coberta por um toldo providencial.
Conheço o Bracarense há mais de 25 anos, período em que era mais simples, mas que já possuia a qua
lidade de hoje. Lógicamente os pontos fortes são o chopp, um dos melhores do Rio, e os salgadinhos de
todos os tipos, tais como o bolinho de aipim com camarão, de bacalhau e uma gama variada para todos
os gostos. Favor não esquecer a carne sêca com cebola. Experimentem e não vão se arrepender...
lidade de hoje. Lógicamente os pontos fortes são o chopp, um dos melhores do Rio, e os salgadinhos de
todos os tipos, tais como o bolinho de aipim com camarão, de bacalhau e uma gama variada para todos
os gostos. Favor não esquecer a carne sêca com cebola. Experimentem e não vão se arrepender...
Dica: Depois da praia no Leblon, não tem programa melhor!
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Que bolinho de bacalhau e uma cervejinha gelada!!!!
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06/04/2013
Ana Cristina:
Não, só quem te identidade militar ou é convidada de um....no caso o único que pode convidar seria meu marido....é uma pena! porque lá é maravilhoso,
Ana Cristina:
Mas agente pode marcar em outra.....
Fernanda Nunes:
Vamos marcar sim Ana Cristina, sugestões? rs
Um dos melhores bares do Rio. Atendimento inigualável. Excelente opção pra assistir aquele jogo aos domingos. Aproveite todos os tiragostos, um melhor que o outro!
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