Um dos poucos bares em que as noites árabes ainda são realizadas... infelizmente, aqui em São Paulo, os únicos locais atualmente em que se pode ouvir uma boa música árabe ao vivo, dançar e curtir uma boa roda de dabke são: Maevva às terças (I... Ver mais »
Um dos poucos bares em que as noites árabes ainda são realizadas... infelizmente, aqui em São Paulo, os únicos locais atualmente em que se pode ouvir uma boa música árabe ao vivo, dançar e curtir uma boa roda de dabke são: Maevva às terças (Itaim), Capital aos domingos (Campo Belo) e Meu Quintal aos domingos (Perdizes), e nesse último o evento é esporádico; não acontece todas as semanas como nos dois primeiros bares. As noites árabes estão suspensas sem previsão de retorno no Alibabar da Zona Norte, e o Alibabar do Itaim foi demolido... uma pena.
O ambiente é bem amplo para a demanda de pessoas no dia em que fui, uma segunda-feira, apesar de que há pouco tempo a noite árabe é promovida aos domingos, e não mais no início da semana... achei a iluminação fraca, sobretudo na área onde as bailarinas se apresentam.
É bom chegar cedo se você é um aficcionado pela dança como eu, assim você consegue uma mesa próxima à pista e vê de perto a performance das bailarinas, e também ficará próximo da galera no momento da roda de dabke, ou seja, ouvirá aquela delícia do som do tablr pulsar no coração e na alma! Desista dos camarotes (sofás com mesas ao canto), porque geralmente tudo fica reservado para os homens árabes habitués da noite... um saco!
Achei meio desconfortável o sistema 'pague e peça': primeiro você paga pelos itens que quer no caixa próximo à entrada, e depois pode pedir ao garçom o que se quer... mas isso também evita filas no horário da saída, e problemas de perda de comanda e cobrança indevida, muito frequentes em outros bares e baladas.
Abominei o chopp servido em tulipa de plástico (!), além do que era super fraco... em compensação as porções são bem saborosas, fato que me surpreendeu muito e positivamente... mas nada é árabe ok!
Há uma área externa em que é possível fumar a tradicional 'sheisha' (xixa), ou como se diz habitualmente por aqui, o arguile / narguile... mas cada 'fumante' leva a sua e é responsável pelo acendimento e manutenção da brasa, porque até onde sei a casa não disponibiliza esse serviço... e se não conhece a galera que está fumando é bom ter um pouco de cautela, porque não é simplesmente chegar e pedir um trago, como com o tradicional cigarrinho... rsrsrs... o ritual de fumar a sheisha normalmente é feito entre amigos, e não é partilhado com desconhecidos... ;-)
No momento das apresentações é um pouco complicado de assistir se você está nas mesas do fundo... há muitas pessoas encobrindo a visão da pista e a luz também não colabora... outra coisa: o início do show costuma atrasar bastante e frequentemente (as duas vezes que fui atrasou), então é bom considerar se o retorno para casa será por transporte público.
Assim como em outros locais, o nível das bailarinas é bem variado: desde iniciantes aprendizes até as mais experientes profissionais, geralmente professoras e suas alunas...
Na noite em que me apresentei lá eu senti falta de um espaço ou camarim para a troca de figurino: tivemos que dividir o banheiro de deficientes entre 4 ou 5 mulheres, o que é praticamente impossível.
Não sei o que ocorreu com o ar condicionado da pista, só sei que uma cachoeira despencava no palco, e até o músico teve que mudar o seu posicionamento no palco para não ter o seu instrumento prejudicado, ou até mesmo para evitar o risco de um acidente elétrico. Funcionários ficavam a todo momento empurrando com rodo a água... péssimo, além do risco para as bailarinas e a galera que dançava na roda de dabke.
Volto só pela noite árabe (amo de paixão a dança e a música) e também se tiver uma carona até o metrô, porque para mim é extremamente fora de mão... não há estação de metrô próxima, e um táxi até a minha casa é inviável... mas recomendo a experiência a todos os amantes da cultura árabe, e também para os que ainda não a conhecem... =]